quarta-feira, maio 18, 2022

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Funcionários do Banco Central entram em greve

Os servidores do Banco Central (BC) retomam greve a partir desta terça-feira, 3 de maio, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após o governo e o sindicato que representa a categoria não chegarem a um acordo sobre as reivindicações. Com a paralisação, alguns serviços como o valores a receber, pix e a divulgação de dados sobre a economia brasileira devem ser afetados.

A retomada da greve foi aprovada na sexta-feira, 29, em assembleia geral, por ampla maioria. A mobilização foi suspensa entre 19 de abril e 2 de maio na expectativa de uma proposta do governo federal para a categoria.

Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, a categoria defende uma reestruturação de carreira e um reajuste salarial de 27% – o governo ofereceu 5% a todos os servidores federais. A entidade garante que os serviços essenciais não serão afetados.

“As razões principais foram os descumprimentos por parte do presidente do BC em conseguir em abril uma reunião entre o sindicato e o ministro Ciro Nogueira, a não apresentação de uma proposta alternativa aos 5% e a não apresentação de uma proposta sobre a parte não-salarial de nossas demandas”, diz uma nota enviada pela entidade.

Antes dessa nova paralisação, a categoria ficou em greve por 18 dias. No período em que os servidores cruzaram os braços, o BC enfrentou problemas em alguns serviços. Já na segunda-feira, 2, mesmo antes da greve, o Banco Central anunciou a suspensão, de forma temporária, das consultas do sistema de valores a receber.

De acordo com o BC, a greve prejudicou o cronograma de desenvolvimento das melhorias do Sistema de Valores a Receber. “O prazo de retorno do SVR, inicialmente previsto para 2 de maio, foi adiado. A nova data será comunicada com a devida antecedência”, disse em nota.

Outro serviço que foi afetado durante a última paralização foi a divulgação do boletim Focus, com os números da economia e expectativa de mercado. Também houve o atraso da divulgação da decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros, a Selic.

O Banco Central diz que o pix não deve sofrer alterações, mas o sindicato avalia que mesmo o sistema de transferência eletrônica pode ter algum tipo de problema, devido à greve.

 

 

 

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