sábado, maio 21, 2022

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Tendência mundial em segurança digital, bug bounty ganha força no Brasil

Cibersegurança é bola da vez no mercado de tecnologia, que conta cada vez mais com “hackers éticos” para solução de vulnerabilidades nas redes

É fato que vivemos a era da informação. A quantidade de dados produzida a cada instante nos diversos ambientes digitais é gigante, e demanda cada vez mais soluções para lidar com os problemas que aparecem em decorrência desse fenômeno. Um deles é a falta de segurança de sites e aplicativos. As brechas existentes nos sistemas são prato cheio para pessoas mal-intencionadas dispostas a roubar dados sigilosos de usuários, empresas e corporações, através de ataques hacker.

Para solucionar esse problema, muitas pessoas têm se dedicado a fazer o inverso. Através dos conhecimentos que possuem, trabalham para reforçar a segurança desses sites explorando essas mesmas brechas, mas de forma ética. São os bug bounties, ou caçadores de bugs.

Através do bug bounty, “hackers do bem” exploram as vulnerabilidades de sites e sistemas em troca de recompensas. E a demanda é enorme, uma vez que os ciberataques têm se tornado cada vez mais frequentes! Para se ter uma ideia, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial em tentativas de ataques virtuais, e, em média, uma empresa nacional leva 196 dias para perceber que foi atacada. Até mesmo órgãos públicos, como Tribunais de Justiça, por exemplo, não estão livres dos ataques. 

Um dos crimes mais cometidos, o sequestro de dados, geralmente, é seguido de um pedido de resgate em dinheiro ou é feito para mandar uma mensagem. E o risco é generalizado, isto é, o afetado pode ser qualquer um. Basta lembrar que recentemente milhões de dados pessoais como CPFs, números de telefones e e-mails foram expostos na rede, após um megavazamento decorrente de um ataque hacker, sendo que muitos destes dados foram postos à venda na deep web.

Por conta disso, a procura por bug bounty tem aumentado rapidamente. É evidente que as empresas não estão preparadas para lidar sozinhas com os perigos virtuais. É aí que o “bug hunter”, especialista na área de segurança da informação, entra em cena, para auxiliar na solução desses problemas. Para cada vulnerabilidade descoberta, o hacker recebe uma recompensa em dinheiro, além de todo o reconhecimento. Gigantes do mundo tecnológico já utilizam estes serviços para desenvolverem produtos cada vez mais seguros. Entre eles, podemos listar: Facebook, Mozilla, Microsoft, Google, Reddit, entre muitos outros. 

A BugHunt foi a primeira plataforma brasileira de bug bounty a acompanhar essa tendência mundial. Nela, mais de 1.500 especialistas participam de ações para encontrar falhas em sistemas de grandes ou pequenas empresas, quebrando seus códigos e, em seguida, enviando relatórios de onde estão suas vulnerabilidades. Caio Telles, CEO da empresa, pretende “popularizar a segurança da informação, que antes era algo acessível apenas para grandes companhias”. A startup oferece até R$ 8 mil por falha! No exterior, a pioneira foi a HackerOne, que já trabalhou com clientes como PayPal, Google e até a NASA, e conta com mais de um milhão de bug hunters. Desde sua criação até hoje, já distribuiu mais de uma centena de milhão de dólares em recompensas.

Podemos perceber que a cibersegurança é de interesse de todos, consumidores ou empresas, e a tendência só cresce no Brasil. Afinal, temos um mercado virtual gigantesco e em franca expansão, que demanda mais segurança e confiabilidade. Então, sempre que visitar o site de seu outlet favorito, lembre-se que ali há um hacker ético zelando pela sua segurança digital!

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