terça-feira, novembro 30, 2021

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Funcionários do Facebook avisaram da iminência do ataque ao Capitólio após eleição

Relatórios de funcionários do Facebook avisavam que conteúdos de desinformação e de incitação ao ódio na rede social circulavam livremente e em larga escala, muito antes do ataque ao Capitólio.

As informações, presentes numa série de despachos internos para a administração, foram obtidas pelo New York Times, com alertas de campanhas de fake news datando a pelo menos 16 meses antes das eleições.

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No primeiro dos comunicados, conteúdos conspiratórios do QAnon chegavam organicamente a contas recém-criadas, com uma semana de criação. Em outro, dois dias após a votação presidencial, outro funcionário alertava que comentários com desinformação das eleições estavam presentes em muitas publicações.

Quatro dias depois, um analista de dados do Facebook relatou que 10% de todos os conteúdos políticos visualizados nos Estados Unidos eram de publicações que alegavam fraude eleitoral.

Funcionários contrariam alegações de isenção do Facebook ao ataque

Os documentos dos funcionários contrariam as alegações de Mark Zuckerberg de que o Facebook não teria responsabilidade pelo fomento do ataque ao Capitólio, no dia 6 de janeiro deste ano. À época, o criador da rede social respondeu em tribunal que os protestos foram “amplamente organizados em plataformas que não possuem nossas habilidades de parar com o ódio”, e que a empresa “havia feito o possível para assegurar a integridade da eleição.”

No entanto, as informações provam que o Facebook estava ciente dos movimentos internos e na participação da plataforma para a criação de instabilidade política. Yaël Einsenstat, uma ex-funcionária do Facebook encarregada da segurança nos anúncios publicitários, afirma que a empresa examinou suas responsabilidades durante as eleições de 2020.

“Eles deveriam estar tentando entender se a maneira em que eles projetaram o produto é o problema”, afirma a ex-funcionária ao Times.

Andy Stone, um porta-voz do Facebook, afirma que a empresa se orgulha do trabalho que fez para proteger as eleições de 2020, e afirma que trabalharam com as forças de segurança e tomaram medidas preventivas para monitorar o conteúdo da plataforma.

“As medidas que tomamos permaneceram até fevereiro e algumas, como não recomendar novos grupos cívicos ou políticos permanecem até hoje”, conta ao Times. “A responsabilidade pela violência que ocorreu em 6 de janeiro está com aqueles que atacaram nosso Capitólio e aqueles que os encorajaram”.

Imagem: lev radin/Shutterstock

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