terça-feira, novembro 30, 2021

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Falta de defensivos para a próxima safra pode ser problema pontual

O risco de desabastecimento de defensivos para a safra 2022/23 foi tema de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara nesta sexta-feira, 22. O debate contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura (Mapa) e de empresas do segmento. Na ocasião, representantes do setor destacaram que pode haver sim falta de produtos, mas que será pontual.

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, Carlos Goulart, reconheceu que existe o risco de falta de defensivos e fertilizantes para as próximas safras.

“Temos comunicado às indústrias que caso elas tenham dificuldade para atender a demanda dos produtos, que nos comunique. Com isso, o Mapa, Anvisa e Ibama podem receber essas demandas e analisar, pois esse não é um processo simples. Temos cobrado isso pra nos dar capacidade de reação adequada, que a indústria traga o quanto antes possível algum tipo de necessidade de ajuste regulatório”, diz Goulart.

Segundo o diretor do Mapa, o Brasil tem mantido negociações diárias com a China para entender o cenário de escassez de insumos agrícolas, além da questão do embargo à carne bovina. “O que a gente ainda não tem é uma previsão ou uma perspectiva real de normalização dessa questão dos insumos”, complementa.

Para o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, o cenário de falta de defensivos vai afetar os produtores na próxima safra. “Não adianta a gente querer tampar o sol com a peneira. Não existe uma solução imediata. Muitos produtores vão receber atrasado, quando ele não precisar mais ele vai receber”, destaca.

A situação das indústrias do setor foi abordada pela Diretora Executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Eliane Kay. Segundo ela, o mercado de defensivos está abastecido, e o que pode ocorrer é falta pontual dos produtos. Por outro lado, ela diz que o planejamento está comprometido.

“Mas a preocupação de fato da indústria é que ela tem que trabalhar com 3 a 4 meses de antecedência, ou seja, ela tem que receber a matéria-prima a tempo de formular e distribuir, e essa questão é crítica. Os nossos associados estão tendo muita dificuldade para conseguir os volumes que estavam negociados anteriormente”, relata.

O presidente da Crop Life Brasil, Christian Lohbauer, também acredita em uma falta pontual para os defensivos na próxima temporada. “A gente calcula que para o glifosato, que talvez seja o ponto mais sensível, de forma muito estimada, pode haver escassez de 10% no final da safra. O que se pode sugerir, e o produtor sabe fazer isso melhor do que ninguém é alterar o manejo, utilizando, por exemplo, produtos pré-emergentes.

 

 

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