terça-feira, outubro 19, 2021

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Saiba mais sobre geoengenharia, área que testa tecnologias para alteração do clima

Diversos cientistas discutem e pesquisam reais possibilidades de geoengenharia reduzir aquecimento global

Os últimos anos têm sido críticos para o meio ambiente e, consequentemente, para o clima mundial. Diante de um aumento estrondoso da emissão de gases poluentes, que afetam o efeito estufa, o sistema climático do planeta Terra está passando por períodos preocupantes, principalmente por conta da vasta tecnologia utilizada hoje em larga escala, sem muitos tipos de segurança quanto aos efeitos que esses equipamentos podem trazer a longo prazo. Uma das possibilidades que os cientistas das áreas que envolvem o tema encontraram foi passar a criar ferramentas que consigam impedir ou reduzir os efeitos do aquecimento global.

Chamada de geoengenharia, esta prática ainda é pouco bem-vista pela comunidade científica, que considera algo arriscado demais para que seja, de fato, implementado. Já outros cientistas reforçam o argumento de que a trajetória climática do planeta já está em plena catástrofe e que valeria a tentativa de poder mudá-la, diante de ferramentas que pudessem influenciar no clima. Com ambos os argumentos distintos, o que se faz, hoje, é investir em pesquisas científicas de ponta para avaliar os reais riscos e as reais possibilidades de se consertar o aquecimento global, por meio da mão humana.

Uma revista americana online, a Politico, fez uma reportagem exclusiva a respeito do tema e mapeou algumas coisas que estão sendo feitas e faladas a respeito da geoengenharia. Um dos dados da reportagem é o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). De um modo geral, o relatório aponta que o planeta Terra poderá ter a sua elevação média de 1,5ºC aumentada nos próximos 20 anos, por conta da falta de iniciativas que efetivamente solucionam a situação climática. 

Daniel Harrison, especialista em oceanografia e engenheiro na Universidade de Southern Cross, em Coffs (Austrália), é líder de uma pesquisa que trabalha com possibilidades climáticas na Grande Barreira de Corais, um dos maiores organismos vivos da Terra. Um resultado surpreendente já se mostrou na sua pesquisa e foi publicado na revista Nature: ao lançar uma âncora em uma lagoa de coral, longe da costa, ao lado de outros cientistas, acionou a turbina do navio em forma de cone. Isso fez com que uma névoa de água marinha soprasse na parte de trás do barco, e a pluma que se formou flutuasse ao longo da superfície do oceano até o céu. As gotículas que se formaram puderam fornecer uma sombra refrescante para os corais.

Em menor escala, já temos alguns aparelhos que são muito importantes para modificar minimamente o clima, principalmente em locais mais secos e poluídos, como é o caso dos purificadores de ar. Se as pesquisas forem bem-sucedidas e se fabricarem purificadores de ar capazes de cobrir extensões consideráveis da Terra, só o futuro e a ciência dirão.

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