terça-feira, outubro 19, 2021

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problemas logísticos ainda afetam exportações no 1º semestre

As exportações brasileiras de arroz (base casca) de março a agosto, correspondente ao primeiro semestre do ano-safra 2021-2022, totalizaram 583.835 toneladas, contra importações de 519.108 t. Com isso, o saldo das vendas externas do setor foi de 64.727 toneladas. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, 13, pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério da Economia.

Em agosto, os embarques somaram 114.587 toneladas, contra importações de 80.040 t, o que resultou num saldo de 34.147 t, informa a Abiarroz. No mês passado, o Brasil exportou para 75 destinos. Os principais importadores do arroz brasileiro foram Gâmbia, Nicarágua, Países Baixos, Peru, Venezuela e Costa Rica.

Segundo o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, o resultado das vendas externas de arroz poderia ter sido melhor no período de março a agosto do ano-safra. No entanto, acrescenta, o setor vem sendo prejudicado pela falta de contêineres e pelo alto custo dos fretes marítimos, que subiram em média 217% no mês passado, chegando a 450% em alguns casos, em relação a maio de 2021.

Ainda de acordo com Trevisan, tanto a falta de contêineres quanto a acentuada valorização dos preços dos fretes de navios são consequências da crise sanitária mundial. Com a pandemia de Covid-19, assinala, houve um forte aumento do comércio global, o que desajustou o mercado como um todo, com forte impacto no transporte marítimo e na oferta de contêineres.

“Agora, o nosso esforço é para nos reposicionarmos no mercado mundial orizícola nos mesmos patamares que tínhamos antes da pandemia e que apontavam para a expansão da nossa presença no cenário global”, diz Trevisan.

“Como temos um arroz de alta qualidade e uma indústria moderna e eficiente, ambos reconhecidos internacionalmente, estamos trabalhando para reverter essa situação, por meio de ações promocionais com nossos importadores tradicionais e em novos mercados”, pontua o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz.

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