domingo, outubro 17, 2021

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Facebook e Google exibiram anúncios de “reversão de aborto”, diz jornal

O Facebook e o Google chegaram a mostrar anúncios sobre um procedimento não comprovado cientificamente e considerado perigoso pela comunidade médica que promete “reverter” os efeitos de uma pílula tomada para abortar. As informações são de um relatório do Center for Countering Digital Hate (CCDH) divulgado pelo jornal The Guardian.

Segundo o documento, desde janeiro de 2020, o Facebook exibiu o conteúdo para mais de 18,4 milhões de pessoas. Já o Google mostrou os anúncios para mais de quatro quintos das pesquisas sobre “gravidez indesejada” e “pílula do aborto” nos Estados Unidos.

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O procedimento divulgado consiste na ingestão de doses altas de hormônios com a intenção de reverter os efeitos de drogas usadas em procedimentos abortivos. Um estudo, no entanto, classifica o suposto tratamento como tendo uma “falta de evidências médicas que demonstrem a segurança e eficácia do tratamento”.

“É nojento que grupos que buscam minar os direitos sexuais e reprodutivos fundamentais sejam capazes de espalhar desinformação para mulheres e meninas vulneráveis. O que é pior – o Facebook e o Google estão ganhando dinheiro com essa propaganda”, disse Imran Ahmed, chefe executivo da CCDH para o The Guardian.

“No passado, os especialistas consideraram os anúncios das chamadas ‘reversões da pílula do aborto’ como desinformação médica potencialmente letal e antiética. É por isso que você não os vê na televisão ou em jornais ou sites de boa reputação”, completou ainda.

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“O Facebook e o Google devem interromper esses anúncios, banir os grupos e usuários envolvidos em colocá-los juntos e doar o dinheiro contaminado que receberam para grupos que protegem os direitos sexuais e reprodutivos fundamentais”, finalizou o especialista.

Tanto o Facebook quando o Google colocam esse tipo de conteúdo proibido em suas políticas de anúncio. As regras do Google dizem que a empresa não deve promover “informações enganosas sobre produtos” e “produtos não aprovados pelo governo que são comercializados de forma que impliquem que são seguros ou eficazes”.

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